Houdon, Jean Antoine (French, 1741-1828). O Inverno.
Refletimos, na postagem anterior, sobre a
importância de lidar com o medo de uma forma saudável, positiva. Nesta,
desenvolvemos outros aspectos do tema.
Boa semana e boa sorte!
Não temamos amigos, confiemos sempre em Deus,
que nunca nos desampara, que nunca percamos a fé e a esperança no amor do
Cristo. Dificuldades temos nós todos, vocês que estão no corpo
com as suas e nós, deste lado, com as nossas. Mas que possamos perceber que
elas não passam de degraus que nos ajudam a subir, a evoluir em direção ao
nosso Pai celestial.
Todos os trabalhos são importantes, cada um
de nós tem sua função neste imenso universo de Deus. Não nos afobemos,
não podemos deixar que o desespero e a ansiedade tomem conta de nossas mentes.
Deus tem para cada um de nós um plano muito maior e que vai muito além do nosso
conhecimento.
Ele só pede uma coisa, que confiemos nele e em sua
misericórdia, tudo nos será dado no momento oportuno. Todos serão chamados,
aliás, já estão sendo chamados para as
atividades na seara do Cristo, basta que calemos por um momento os nossos
pensamentos, e escutemos a voz doce de Jesus que amorosamente nos conduz ao seu
seio de luz.
Fornecendo–nos as ferramentas necessárias para que
possamos contribuir em sua obra, para que possamos ajudá-lo a iluminar o
coração daqueles que sofrem males de toda sorte, neste plano e no nosso, mas
para isso é necessário que tenhamos nosso
coração aberto para as instruções do Mestre.
Que cada um de nós possa senti-lo em cada momento de
nossos dias e noites, para que esqueçamos nossas vicissitudes e deixemos
desabrochar nossas virtudes, para que nos esforcemos em nos iluminar primeiro
para que essa luz se espalhe sobre os que necessitam dela, e não fique presa em
nossas mãos. Que possamos estar sempre atentos e vigilantes, sempre dispostos,
a servir o Mestre com dedicação e amor, para que com a nossa ajuda a esse sol
maravilhoso que é Jesus possa iluminar a nós todos cada vez mais.
Obrigado,
Do amigo do grupo Marcos.”
Psicografia.
Jovem médium do grupo Marcos.
Cada
um de nós está nos planos de Deus. O Pai se preocupa, pessoalmente, com cada um
de nós e tem um planejamento específico para que alcancemos a felicidade. É o
que ensina a questão 963 de O Livros dos
Espíritos.
“963.
Deus se ocupa pessoalmente de cada homem? Não é ele demasiadamente grande e nós
muito pequenos, para que cada indivíduo em particular tenha aos seus olhos
alguma importância?
–
Deus se ocupa de todos os seres que criou, por menores que sejam; nada é
demasiado pequeno para a sua bondade.”
O
medo quando aceito como sentimento natural e utilizado como estímulo a
prudência e a ordem cumpre sua função na obra de Deus. É preciso ter cuidado
com o medo disfarçado, que não é admitido, o inconsciente. Quando o medo se disfarça
de autoritarismo e de seriedade de fachada tem consequências negativas, esse
medo fecha nosso coração as inspirações de Jesus e dos espíritos superiores. Quantos
médiuns temem psicografar? Quantos não recebem as mensagens espirituais com
medo da crítica autoritária e anticristã? São centenas. Se agirmos guiados pelo
medo saudável que nos leva a ordem e prudência, receberemos as mensagens e as
submeteremos a amigos lúcidos e equilibrados. Teremos a nosso favor o tempo
para analisá-las, compará-las com outras mensagens de diferentes médiuns e
chegaremos a uma avaliação equilibrada.
Analisemos
o relato de André Luiz, que na década de 1940, alertava os médiuns dessa ameaça
tão sutil e destrutiva que é o medo mal conduzido.
IX - Ouvindo impressões
Ao nosso lado, outro grupo
de senhoras conversava animadamente:
— Afinal, Ernestina —
indagava uma delas mais jovem — qual foi a causa do seu desastre?
— Apenas o medo, minha amiga
— explicou-se a interpelada —, tive medo de tudo e de todos. Foi o meu grande
mal.
Mas, como tudo isto
impressiona! Você foi muitíssimo preparada.
Recordo-me ainda das nossas
lições em conjunto. As instrutoras do Esclarecimento confiavam
extraordinariamente no seu concurso. Seu aproveitamento era um padrão para nós
outras.
— Sim, minha querida Lesta,
suas reminiscências fazem-me sentir, com mais clareza, a extensão da minha
bancarrota pessoal. Entretanto, não devo fugir à realidade. Fui a culpada de
tudo. Preparei-me o bastante para resgatar antigos débitos e efetuar
edificações novas; contudo, não vigiei como se impunha. O chamamento ao serviço
ressoou no tempo próprio, orientando-me o raciocínio a melhores
esclarecimentos; nossos instrutores me proporcionavam os mais santos
incentivos, mas desconfiei dos homens, dos desencarnados e até de mim mesma.
Nos estudiosos do plano físico, enxergava pessoas de má fé; nos irmãos
invisíveis presumia encontrar apenas galhofeiros fantasiados de orientadores,
e, em mim mesma, receava as tendências nocivas. Muitos amigos tinham-me em conta de virtuosa, pelo rigorismo das minhas
exigências; todavia, no fundo, eu não passava de enferma voluntária, carregada
de aflições inúteis.
— Foi uma grande infantilidade
da sua parte — retrucou a outra —, você olvidou que, na esfera carnal, o maior
interesse da alma é a realização de algo útil para o bem de todos, com vistas
ao Infinito e à Eternidade. Nesse mister, é indispensável contar com o assédio
de todos os elementos contrários.
Ironias da ignorância,
ataques da insensatez, sugestões inferiores da nossa própria animalidade
surgirão, com certeza, no caminho de todo trabalhador fiel.
São circunstâncias lógicas e
fatais do serviço, porque não vamos ao mundo psíquico para descanso
injustificável, mas para lutar pela nossa melhoria, a despeito de todo
impedimento fortuito.
— Compreendo, agora — disse
a outra —; todavia, o receio das mistificações prejudicou minha bela
oportunidade.
— Minha amiga — tornou a interlocutora
— é tarde para lamentar.
Tanto tememos
as mistificações, que acabamos por mistificar os serviços do Cristo.
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